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Imigração aperta surfistas nos EUA
18/8/2003

Imigração aperta surfistas nos EUA

Por Alcino Pirata

Até chegar aos salões do North Shore, a galera tem que ficar esperta e preencher direitinho os formulários da imigração norte-americana. Senão, é salinha na certa. Foto: Ricardo Macario.
Com os atentados de 11 de setembro de 2001 nos EUA, a imigração norte-americana ficou bem rígida na entrada do país. Ao chegar em Dallas, Texas, fui levado para a famosa salinha, onde são feitas algumas perguntas e analisam o que você vai fazer no país, por quanto tempo vai ficar, quanto dinheiro está levando e onde vai ficar.

Tudo começa no avião, quando a aeromoça entrega uma ficha para ser preenchida e ser entregue na imigração. Neste folheto tem a pergunta do endereço nos EUA.

Ao chegar, não coloquei nenhum endereço, pois não sabia onde iria ficar. Por isso, fui entrevistado na salinha da imigração. E nesta semana ocorreu o mesmo com profissionais que estão rumo à última etapa do WQS no Hawaii.

Inclusive, rolou um boato de que Yuri Sodré e

Yuri Sodré em um bom canudo em Rocky Point na temporada de 2000. Rolou um boato de que Yuri e Raoni haviam sido impedidos de entrar nos EUA.
Raoni Monteiro haviam sido mandados de volta pela imigração. Porém, os cariocas estão com os nomes na lista do WQS.
Muitos já estão à espera do início do campeonato de Haleiva, como o bicampeão do SuperSurf, Leo Neves, que está pronto para participar do evento - está escalado na segunda bateria.
Conversando com o local de Saquarema, ele falou da viagem dele do Brasil rumo ao Hawaii e descobrimos que a grande roubada está na empresa aérea Hawaiian, que cobra um absurdo pelo transporte das pranchas. Quiseram cobrar US$ 700 para levar as oito pranchas do Leo Neves.
Apesar de ter vencido uma etapa do WQS na Europa, Silvana Lima não tem vaga garantida no evento feminino em Haleiwa.
Resumindo, está saindo em torno de US$ 100 por prancha! Isto é um absurdo para os competidores que viajam com várias pranchas no pacote de competição.
Quem também chegou à ilha pela primeira vez foi a atleta cearense Silvana Lima, acompanhada pelo técnico Pedro Robalinho. Ela chegou para a etapa feminina do WQS em Haleiva, mas está na fila de espera. Ao fazer a inscrição da atleta, Robalinho foi surpreendido ao saber que as primeiras vagas seriam de competidoras havaianas.
Somente se sobrar vaga será possível inscrever Silvana na competição.
Neste momento, as ondas estão em torno de meio metro e a galera espera a subida do mar para o início do campeonato, o que deve acontecer no próximo sábado, com a chegada de um swell de norte.


Pirata viaja com patrocínio da Associação Desportiva Deficientes, Hang Loose, Tahiti Restaurante e site pirataguaruja.com.br .





Guarujá, 10 de setembro de 2010

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